Publicações OH

bundle
Bundles para prevenção de infecções

Os ‘bundles’ são ferramentas que foram desenvolvidas, de acordo com o Institute of Healthcare Improvement (IHI) como um auxílio aos profissionais de saúde no processo de cuidado prestado ao paciente com objetivo de proporcionar melhores resultados.

Os mais conhecidos e utilizados são os de prevenção das pneumonias associadas à ventilação mecânica (PAV), infecções da corrente sanguínea associadas ao cateter venoso central (ICS) e as infecções do trato urinário associadas ao cateter urinário (ITU). Além destes, os bundles são bastante utilizados na prevenção de infecções do sítio cirúrgico.

São fundamentados em práticas recomendadas bem estabelecidas cientificamente, direcionando um método de aplicação. O objetivo é que as práticas sejam aplicadas à todos os pacientes elegíveis pela equipe multiprofissional de maneira uniforme e concisa.

Apesar de muitas vezes serem denominados como checklists, é preciso salientar que são ferramentas diferentes. Os Checklists, embora sejam muito utilizados e importantes na prática assistencial e preventiva, são registros de processos em geral, muitas das vezes extensos, nãonecessariamentebaseados em evidências, como os bundles.

As infecções associadas à dispositivos afetam não somente os pacientes, mas as instituições de saúde em geral.De acordo com a ANVISA (2017) amortalidade global nos episódios, como os de pneumonia associada à VM varia de 20 a 60%, enquantoa aplicação adequada do bundle de pode, conformecom o IHI, reduzir em aproximadamente 45% a incidênciadas pneumonias associadas à ventilação mecânica, podendo chegar à 70%, no caso das infecções de corrente sanguínea associadas ao cateter. Além disso, com a redução das infecções, reduzem-se os custos com antibióticos, tempo de permanência dos pacientes, que podem chegar a100.000 dólares.

Os bundles, quando aplicados de maneira adequada, auxiliam significativamente a prevenção de infecções relacionadas a assistência à saúde, além de fornecer feedback às equipes, discussões, mudanças de comportamentoe, consequentemente, melhores resultados ao paciente. 

Enfª Pâmela Lóia
Especialista em Controle de Infecção da OH consulting

pumao
Doenças Pulmonares Obstrutiva Crônica (DPOC)

A DPOC é uma doença comum, que possui prevenção e tratamento. Caracteriza-se pela limitação do fluxo de ar, com sintomas respiratórios persistentes, podendo ser causada por vários fatores, dentre eles a exposição à gases nocivos e partículas.
Atua de maneira progressiva e incapacitante, podendo, se não tratada ou diagnosticada corretamente, principalmente em pessoas com doenças crônicas, levar a morte. De acordo com o último relatório da “Global Strategy for diagnosis, manegement and preventios of Chronic Obstructive Pulmonary Disease” e Sociedade Brasileira de Pneumologia e tisiologia, a DPOC foi a causa de morte de mais de 3 milhões de pessoas em 2012, contabilizando 6% dos óbitos no mundo. Desta forma, foi considerada a quarta principal causa de morte em todo o mundo.
Estudos revelam uma maior prevalência em tabagistas ou ex-tabagistas, homens, acima de 40 anos. Essa estatística varia de acordo com a localidade no mundo, além de fatores genéticos, ambientais e socioeconômicos. Apesar do tabagismo ter grande influência no DPOC, de acordo com a Global Initiative for Chronic Obstructive Pulmonar Disease(GOLD), menos de 50% dos fumantes desenvolvem DPOC. Além disso, a prematuridade também pode estar envolvida no desenvolvimento futuro da doença. Assim, é importantíssimo o reconhecimento dos sinais e sintomas e acompanhamento médico adequado.
Os sintomas mais comuns são: Tosse com produção de muco, dificuldade para respirar e cansaço podendo piorar quando em esforço físico ou em infecções respiratórias. Também podem estar presentes a perda de peso, falta de apetite e fraqueza.
Vale ressaltar que pacientes com DPOC podem apresentar complicações e agravamentos quando acometidos pela COVID-19, principalmente em casos críticos.
Conhecer os sintomas e procurar auxílio médico são a chave para uma melhor qualidade de vida e minimização dos sintomas.

Enfª Pâmela Lóia
Especialista em Controle de Infecção da OH consulting

covid
Critérios para descontinuidade de precauções na covid-19

Na terça-feira(27/10), a ANVISA lançou a nova atualização da nota técnica GVIMS/GGTES/ANVISA Nº 04/2020, que dispõe sobre as medidas de prevenção e controle que devem ser adotadas durante a assistência aos casos suspeitos ou confirmados de infecção pelo novo coronavírus (SARS-CoV-2).

Entre outros assuntos, a nota técnica enfatiza a respeito do tempo de precaução para os casos confirmados para COVID-19. Apesar de ser um assunto já discutido em outros artigos e entidades, tais como o CDC (Central of desease control and prevention) a nota traz a padronização de sua aplicabilidade.

A descontinuidade é baseada num determinado período de tempo, após o teste RT-PCR positivo, na cessação da febre sem antitérmicos e melhora dos sintomas.

Pacientes assintomáticos não gravemente imunossuprimidos: 10 dias
Pacientes assintomáticos e gravemente imunossuprimidos: pelo menos 20 dias
Pacientes com quadro leve a moderado, não gravemente imunossuprimidos: pelo menos 10 dias do início dos sintomas E pelo menos 24 horas sem febre E melhora dos sintomas.
Pacientes com quadro grave/crítico OU gravemente imunossuprimidos: pelo menos 20 dias desde o início dos sintomas E pelo menos 24 horas sem febre E melhora dos sintomas.
A nota também reforça que,para pessoas imunocomprometidas, poderá ser utilizada estratégia baseada em teste RT-PCR, desde que acompanhada por um especialista em doenças infecciosas.

Para os recém-nascidos (0-28 dias), por conta de suas especificidades e por serem, em muitos casos, imunossuprimidos, as orientações para descontinuar as precauções são preferencialmente baseadas em sintomas e nos resultados de RT-PCR em tempo real, podendo durar de 14 a 20 dias.

Essas estratégias facilitarão, quando aplicadas corretamente, na diminuição do tempo de internação do paciente, otimização de recursos e de leitos nos Estabelecimentos de Saúde.

Enfª Pâmela Lóia
Especialista em Controle de Infecção da OH consulting

limpeza
EFICÁCIA NA HIGIENIZAÇÃO HOSPITALAR

A higienização ambiental adequada em estabelecimentos de saúde auxilia positivamente na prevenção e controle de IRAS e agentes multirresistentes. Desta forma, é fundamental instituir medidas para garantir a eficácia dessa higienização.
De acordo com o manual de “Melhores práticas para Higiene e Limpeza em Ambiente Hospitalar”, lançado no ano passado pelo Centro de Vigilância Epidemiológica “Prof. Alexandre Vranjac”, em parecia com a Escola de Enfermagem da USP – EEUSP, este monitoramento pode ser realizado de maneira pontual, em situações tais como de mudanças na técnica ou produto, ou contínua, através de planejamento e foco na melhoria dos processos.
Esta segunda, pode ser realizada com algumas metodologias, que, por não haver consenso sobre a melhor a ser utilizada, deverá ser avaliada em cada instituição de acordo com os objetivos e metas propostos. Alguns exemplos são: observação da técnica, aplicação de check list para inspeção visual ao término da limpeza, pesquisa de satisfação do cliente, uso de marcadores fluorescentes ou até mesmo o teste de ATP.

Enfª Pâmela Lóia
Especialista em Controle de Infecção da OH consulting

Sobre Nós

Somos uma empresa de consultoria especializada em implementação de qualidade em serviços de saúde. Desenhamos processos assistenciais e de áreas de apoio de acordo com a legislação e com as melhores práticas vigentes, tornando-os mais seguros e efetivos.

Links Úteis

OH CONSULTING©Copyright 2021 - Todos Direitos Reservados | Desenvolvido por: FasDesigner

Built with Mobirise - Click here